sábado, 20 de março de 2010

A questão nuclear no Irã: Agora é a vez da China

A questão já vem se desenvolvendo a tempos e agora a China resolve tomar partido e pedir ao Irã para aceitar a proposta feita de permuta de combustível.
Com certeza isso tem a ver com a já desgastada relação entre China e EUA que pode sofrer ainda mais danos se ambos continuarem com dissonâncias nessa situação do Irã que, ao que parece, a China está dando o braço a torcer.


GENEBRA (Reuters) - A China pediu que o Irã aceite uma proposta de permuta de combustível nuclear para abrandar as exigências de novas sanções contra Teerã, afirmou um importante diplomata chinês, acrescentando que Pequim quer que se experimente "todas as vias" antes de considerar sobre sanções.

A China enfrenta pedidos cada vez mais enfáticos das potências do Ocidente para que se aprove uma proposta de resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) impondo novas sanções contra Teerã, que, segundo elas, quer desenvolver os meios para fabricar armas nucleares e quebrou salvaguardas de não-proliferação.

A China tem evitado dar uma resposta firme a essas demandas. O ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi, disse que não percebe as sanções como a "solução fundamental" para a disputa com o Irã, grande fornecedor de petróleo para a China.

He Yafei, novo embaixador da China na ONU em Genebra, disse a jornalistas que seu governo também estava pressionando Teerã para que assumisse um compromisso.

"Falamos com o Irã constantemente, digo , de forma bilateral", disse He a jornalistas num briefing para marcar sua chegada a Genebra. "Estamos pedindo que eles concordem com a proposta da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) para fazer essa troca de combustível nuclear do reator de pesquisa de Teerã como um primeiro passo", afirmou He.

A AIEA - a agência da ONU que supervisiona as salvaguardas nucleares internacionais - propôs trocar o urânio de baixo enriquecimento do Irã por combustível nuclear de grau mais elevado para um reator de Teerã que produz isótopos medicinais.

O plano seria um passo em direção de fortalecer a supervisão internacional das atividades nucleares do Irã, que, segundo as potências ocidentais, são direcionadas para dar a Teerã os meios de fabricar armas nucleares.

O Irã diz que suas atividades de enriquecimento de urânio destinam-se a produzir combustível para usinas nucleares.

O embaixador He foi vice-ministro das Relações Exteriores, com bastante envolvimento em negociações sobre o Irã, e suas declarações foram as mais francas para o público sobre a posição da China em relação ao impasse nuclear em algum tempo.

Ele indicou que a China não aprovaria novas sanções da ONU contra o Irã, mas pode considerar essa possibilidade se considerar que as outras potências tentaram todas as opções para uma solução diplomática.



Extraído de msn.com.br

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