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terça-feira, 17 de outubro de 2017

A velha polêmica do fim do horário de verão

Apesar do Governo brasileiro até ter feito consulta pública e realizado estudos sobre o horário de verão, o mesmo ainda vigorará por mais esta temporada entre outubro e fevereiro do ano que vem. Mesmo assim, a polêmica continua: para que serve o horário de verão?


O intuito da adoção do horário de verão consiste no aproveitamento do Solstício de verão (Quando a intensidade dos raios solares é maior no hemisfério Sul em relação ao hemisfério norte, temos o solstício de verão. Isto ocorre por conta do movimento de translação da Terra e da inclinação do seu eixo) para economizar energia. 

Nesta época os dias costumam durar mais do que as noites e o adiantamento dos relógios em uma hora faz com que aproveitemos ainda mais a luz do sol. 

No entanto, nem todas as cidades brasileiras adotam essa medida. As regiões Norte e Nordeste do país não adotam o horário de verão, pois estão localizadas à linha do Equador (área de maior incidência dos raios solares) não havendo, portanto, a necessidade de adoção do horário já que, naturalmente, a luz do sol "dura mais tempo" nessas regiões. 

Contudo, com o passar dos anos, o questionamento sobre a economia de energia com a adoção do horário de verão, além de questões de ordem biológica fomentam o debate sobre a continuidade de sua adoção. 

Entram em discussão questões como:

  • Quem realmente economiza com o horário de verão? 
Sabe-se que a ideia do horário de verão é alternar os horários de pico de modo a não sobrecarregar a rede de eletricidade. Mas, ao chegar em casa, por mais que você não acenda a luz, é quase imperativo ligar o ventilador, ou ventiladores dependendo do tamanho da sua família, ou o ar-condicionado. 

Isso sem contar que o abrir e fechar de geladeiras e refrigeradores em busca daquela bebida gelada aumenta consideravelmente no verão. 

O resultado disso vem na conta de luz que ainda vem com o ônus daquela bandeira vermelha que te faz pagar ainda mais caro por ela. 

Mas, então, quem economiza?

As fábricas e suas milhares de lâmpadas que são desligadas para aproveitamento da luz solar... 

  • A crescente queda da economia (de energia) com o horário de verão.

Ao longo dos últimos anos a economia de energia com o horário de verão tem sido cada vez menor e a tendência é que continue diminuindo. 

Isto ocorre não só por conta das lâmpadas que não são acesas em detrimento de eletrodomésticos, mas sim por conta da "evolução" da própria lâmpada.

As lâmpadas incandescentes (as populares lâmpadas amarelas) que consumiam quantidade considerável de energia estão sendo substituídas pelas lâmpadas fluorescentes (as populares lâmpadas brancas) que consomem menos energia se comparada a primeira. Soma-se a isso a lâmpada de LED que consegue consumir ainda menos energia que as duas anteriores. Com isso, o consumo de energia vem diminuído e, por consequência, a economia que se faz com a adoção do horário de verão também, visto que o consumo energético dessas lâmpadas é sempre baixo.  

  • A adaptação do organismo ao horário de verão. 

Muitas são as reclamações quando se fala em adaptar o organismo ao horário de verão. O fato de ter que comer mais cedo e dormir mais cedo de uma hora para outra, afeta consideravelmente o organismo da pessoa

Cada indivíduo possui seu próprio relógio biológico, ou seja, sua hora de dormir, comer, descansar e etc. como a mudança do horário de verão é feita de um dia para o outro, nosso organismo sente essa mudança de forma abrupta. 

Como resultado, temos problemas para dormir, comer, nos concentrarmos e realizar atividades cotidianas. A situação é ainda mais grave quando nos remetemos ao trânsito. 

Com a alteração do horário, muitas pessoas acabam saindo de casa na hora em que ainda estariam dormindo. Isto pode lhes causar sonolência ao volante e, consequentemente, o risco de um acidente aumenta consideravelmente. Não à toa, os acidentes de trânsito aumentam aproximadamente 10% neste período



Embora os argumentos apontem para um horário de verão cada vez mais obsoleto, o mesmo ainda se mantém. Contudo, é cada vez mais flagrante que sua eficácia está se perdendo com o tempo, o levando, talvez, à sua extinção. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Um exit from brexit?

Já é longa a novela sobre as negociações entre UE e Reino Unido para a saída deste último do bloco. Com uma votação apertada e muito contestada, os britânicos decidiram sair do bloco europeu, protagonizando um evento inédito. 

A saída, com início no ano passado, deverá ser concretizada até 2019, mas parece que isso está longe de acontecer, ou mesmo, de acontecer. 

A verdade é que não se tem uma certeza definida do próprio Reino Unido sobre sua saída do bloco. Integrantes do Reino Unido como a Escócia já se manifestaram claramente a favor da permanência na UE, ao ponto de pedirem até um referendo sobre a independência do país do Reino Unido. 

Além disso, a própria Inglaterra não se mostra certa se sua posição. Há uma certa queda de braço entre a primeira-ministra e o ministro das relações exteriores da Inglaterra. Enquanto este último faz campanha aberta para a permanência do país no bloco, a primeira ministra tenta avançar com as negociações para a saída da UE, mas sem muito sucesso. Desde o ano passado, pouca coisa caminhou concretamente para que isso acontecesse. 

Primeiro há a questão da indenização dessa separação, que deverá ser paga pelos ingleses. Há cálculos que estimam a dívida na casa dos bilhões (isso mesmo, bilhões!) de euros. 

Insere-se nesse contexto também uma definição clara entre as fronteiras da Irlanda e Irlanda do Norte, já que uma continuará na UE e a outra não fará mais parte dela. 

Há também o caso dos cidadãos europeus no Reino Unido e dos cidadãos do Reino Unido espalhados pelos outros países do bloco que precisa ser resolvido. 

Isso sem contar as empresas da UE que estão no Reino Unido e vice-versa. Há também as negociações sobre como ficarão os acordos entre o Reino Unido e a UE na vida pós bloco para que um não acabe por sabotar o outro. 

São inúmeros pontos a serem definidos entre ambos, mas, antes disso, o próprio Reino Unido precisa se definir. Alas políticas antes mais radicais pela saída imediada do Reino Unido do bloco, agora já começam a pensar em desistir das difíceis e travadas negociações com o bloco que parece não ter muita paciência para as indefinições da Inglaterra.

Com isso, o tempo vai passando e o prazo para o desligamento oficial e consequente concretização das negociações para tal também. Até agora, pouca coisa avançou, muito por conta dessa indecisão inglesa, corroborada pelo sentimento em alguns políticos de abandonar o Brexit e deixar as coisas como estão. 

Como não há como prever o futuro, o que se pode agora é esperar para ver o que o mesmo nos reserva e as reuniões entre Reino Unido e UE também...  

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Geoplaylist - (Zeca Pagodinho - Shopping Móvel) & (MC Batata - Feira de Acari)

As indicações de hoje do Geoplaylist abordam um tema que ultimamente tem estado em alta em nosso país, a economia informal. 

Em tempos de crise (política, mas disfarçada de econômica) e reformas trabalhistas caçando nossos direitos, o trabalho informal vem crescendo cada vez mais em nosso país

O trabalho informal se configura como atividade remunerada realizada por meio de contrato e sem registro profissional, ou seja, qualquer atividade realizada sem carteira de trabalho assinada. 

Com o crescente desemprego, muitas pessoas buscam refúgio na informalidade para ter o pão de cada dia e honrar seus compromissos. Essa modalidade vem crescendo no Brasil e maquiando o número de desempregados em nosso país. 

Por conta desta atividade não possuir registro profissional, direitos trabalhistas como auxílio doença, aposentadoria, 13º salário, férias e outros não são garantidos ao trabalhador que fica à mercê do contrato estabelecido, isso quando há um contrato.

Abordando essa temática, selecionamos hoje duas músicas que falam sobre a informalidade abordando a figura do ambulante ou, como é conhecido em alguns lugares, camelô. 

Conhecidos por suas barraquinhas ou mesmo pela venda se seus produtos em transportes coletivos ou lugares públicos, esses personagens estão imersos no mercado informal e são símbolos que representam tantos outros que ocupam este tipo de atividade. 

Nossa primeira indicação trata-se de "Shopping Móvel", de Zeca Pagodinho.




Nesta canção, é feita uma clara alusão aos ambulantes da Central do Brasil (famosa estação terminal de trens do Rio de Janeiro) e a infinidade de produtos vendidos por eles oferecidos aos passageiros dos trens cariocas. 

Aqui é enfatizada a figura do ambulante de transporte público, figura muito comum na cidade carioca e seus produtos oferecidos, alguns deles de origem ilegal como também é retratado na música. 

Outra canção que também nos remete ao mercado informal é Feira de Acari, do MC Batata




Neste caso, o enfoque dado são as feiras que ocorrem pela cidade do Rio de Janeiro onde os mais diversos produtos são vendidos pelos ambulantes à preços populares. 

Apesar de ser mais comum feiras cujo principal enfoque está na venda de gêneros alimentícios, há também feiras que vendem os mais diversos produtos, de vestuário a eletrodomésticos; de material escolar a brinquedos e etc. 

Na canção é retratada uma conhecida feira no Rio de Janeiro, a Feira de Acari. A mesma se localiza em um bairro da cidade que dá nome a feira e lá são vendidos os mais diversos produtos com preços bem abaixo do mercado. 

Assim como a música de Zeca Pagodinho, a canção de MC Batata também alerta para a origem dos produtos comercializados e ainda atenta para o cuidado que o consumidor deve ter ao comprar produtos do seu interesse para não correr o risco de ser lesado. 

Ambas podem ser trabalhadas para discutir a questão da informalidade em nosso país junto aos alunos. Como atividade, os alunos podem fazer um levantamento sobre os motivos que levaram as pessoas a aderir a informalidade, se pretendem um dia voltar ao mercado formal, a diferença de renda entre o emprego formal que por ventura possuíam e o emprego de agora, e se percebem alguma diferença entre o mercado formal e informal. 

A atividade pode ser realizadas em grupos e os resultados coletados podem ser apresentados sob a forma de um seminário a ser avaliado pelo professor. 

Há também a possibilidade de uma interdisciplinaridade com a Matemática, através da elaboração, análise e interpretação dos gráficos a fim de acrescentar ainda mais a apresentação que pode ser marcada em data posterior.  


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Brasil negocia sua entrada na OCDE

O Brasil espera fazer parte da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o chamado clube dos ricos. O pedido foi feito em maio e pode ser aprovado em reuniões posteriores na organização. 

A OCDE consiste em um bloco que reúne os países mais ricos do mundo, mas também há países como o México e o Chile que já fazem parte do mesmo, o que acaba invalidando o título de clube dos ricos que ganhou ao longo dos anos. O intuito da organização é buscar políticas econômicas, sociais e de desenvolvimento que possam ser executadas por seus membros de forma transparente.

Nosso país já acompanha as reuniões do bloco há décadas, mas só agora resolveu solicitar o ingresso no bloco. Muito disso tem a ver com o receio do afastamento do Brasil dos países periféricos ou até mesmo com o BRICS, o que poderia arranhar um pouco a "vocação diplomática" que nosso país adquiriu ao longo dos anos, sempre transitando entre os mais diversos blocos e países ou mesmo mediando alguns conflitos. 

Já para o Brasil, o ingresso na OCDE poderia representar o alcance de políticas econômicas e administrativas positivas para a nossa economia, além de atrair mais investidores e alçar o Brasil a posições mais altas no cenário econômico e político mundial. 

Pesam contra isso, o fato de representar mais custos ao nosso país ao fazer parte do bloco, já que uma "mensalidade" é paga à organização, além do custo de manter um corpo diplomático junto ao bloco para nos representar. 

O pedido de ingresso ao bloco vem num momento em que nossa economia está bastante delicada, muito mais por conta do cenário político do que econômico (é bom que se diga), o que pode acabar dificultando a nossa entrada no bloco; ou, dependendo do ângulo em que se olhe, também pode ser vista como uma tentativa do país de mostrar que é capaz de se reerguer e integrar um bloco como a OCDE. 

Diante desta situação, há também o embarreiramento dentro do bloco por conta dos EUA que não são favoráveis a ampliação da OCDE. Contudo, dado o peso diplomático que (ainda) possuímos e os anos e anos acompanhando como não membro as reuniões da OCDE, podem se apresentar como fatores favoráveis a nossa aceitação no bloco. 

Até lá, mais reuniões acontecerão e teremos que esperar para ver o que o bloco decidirá.  

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Tempestade & Furacão & Tornado & Ciclone

A postagem de hoje vai tentar esclarecer essas pequenas diferenças que definem os elementos do título da postagem de hoje. 

Apesar de muitos acharem que é como 6 e meia dúzia, há sim diferenças significativas entre cada um desses elementos da natureza. Vamos tentar aqui, da maneira mais didática possível, diferenciar estes fenômenos naturais que, a propósito, não irão parar porque você está mando corrente no whatsapp para isso...


  • Tempestade: Ocorrem a partir da subida de ar úmido e quente numa condição de instabilidade intensa. Dentre os fatores que provocam essa subida do ar, podemos citar o aquecimento desigual da superfície, uma barreira orográfica (como uma montanha, por exemplo) e um sistema frontal. 

  • Ciclones Extratropicais: São tempestades severas com ventos maiores que 120km/h, geralmente com um centro ciclônico de pressão baixa e ventos em espiral. Costumam durar não mais que uma semana. 

  • Furacão : Está associado com um transtorno atmosférico já presente em uma área que associa pressão baixa e convergência de ventos. A circulação do ar deve ser algo como uma coluna na vertical cujo ar ascendente possui força maior em sua saída pela parte de cima da coluna do que pela parte de baixo. A medida que o ar sobe, acaba se resfriando e o vapor d´água se condensa. Esse processo é tão intenso que acaba liberando calor e, por consequência, o aquecimento do ar. Esse processo acaba agitando o mar e fornecendo cada vez mais calor e, lógico, vapor d´água. Deste modo o mar acaba retroalimentando o processo, sendo, portando, crucial para "manter o furacão vivo".  Não à toa, ele se enfraquece quando chega ao continente. 

  • Tornado: Consiste em ventos de alta rotatividade ao redor de um ponto de baixa pressão. Geralmente duram alguns minutos, mas, se associado a tempestades, podem ocorrer seguidamente e durarem horas. É gerado a partir de uma grande tempestade pré-existente que pode apresentar nuvens cuja turbulência interior é alimentada pela circulações dos ventos em direções opostas gerando um vórtice, em sua maioria, horizontal. Este vórtice pode se estender até o chão, formando o tornado.